Em 2008 eu resolvi participar pela primeira vez da temporada do SP Open de Aquatlhon, que corresponde à 5 etapas durante o ano em Santos, com pontos distribuídos dependendo da colocação em cada evento. Eu participei do super-bi, com 1km de natação no mar e depois 6km de corrida na beira-mar.
Fui para a primeira etapa meio verde para ver como era, sem saber o que esperar. Acabei ficando em 5º colocado na minha categoria por idade e fui para o podium. O 4º colocado foi um colega da Trilopez e o meu objetivo para a segunda etapa passou a ser batê-lo. Treinei bastante, porém ele era muito melhor que eu na natação, o que significa que ele saiu da água muito antes e eu passei um sufoco na corrida para conseguir alcançá-lo, mas consegui e fiquei em quarto.
Os dois primeiros colocados eram muito melhores e estavam fora de alcance, porém o terceiro não estava longe e ele se tornou o meu objetivo para a 3ª etapa. Eu treinei ainda mais forte, corria a noite e nadava ao meio dia no horário de almoço do trabalho, fiz treinos específicos, treinei a transição (como tirar a roupa de borracha em poucos segundos), etc.
Cheguei à terceira etapa concentrado e com o objetivo único de vencê-lo. Nunca conversamos, mas ele sabia também que eu era o seu adversário. Alinhamos lado a lado na largada e começamos a nadar. A natação eram duas pernas de 500m e ao fechar a primeira volta você tinha que sair da água, correr em volta de uma marcação e voltar para o mar. Durante a primeira perna nadamos boa parte lado a lado com uma competitividade que eu nunca senti antes, ele também estava com sangue nos olhos pra me vencer e ambos nos olhávamos enquanto nadávamos. Saí da água em primeiro e ele em segundo ao final da primeira volta (foto abaixo).
Fui para a primeira etapa meio verde para ver como era, sem saber o que esperar. Acabei ficando em 5º colocado na minha categoria por idade e fui para o podium. O 4º colocado foi um colega da Trilopez e o meu objetivo para a segunda etapa passou a ser batê-lo. Treinei bastante, porém ele era muito melhor que eu na natação, o que significa que ele saiu da água muito antes e eu passei um sufoco na corrida para conseguir alcançá-lo, mas consegui e fiquei em quarto.
Os dois primeiros colocados eram muito melhores e estavam fora de alcance, porém o terceiro não estava longe e ele se tornou o meu objetivo para a 3ª etapa. Eu treinei ainda mais forte, corria a noite e nadava ao meio dia no horário de almoço do trabalho, fiz treinos específicos, treinei a transição (como tirar a roupa de borracha em poucos segundos), etc.
Cheguei à terceira etapa concentrado e com o objetivo único de vencê-lo. Nunca conversamos, mas ele sabia também que eu era o seu adversário. Alinhamos lado a lado na largada e começamos a nadar. A natação eram duas pernas de 500m e ao fechar a primeira volta você tinha que sair da água, correr em volta de uma marcação e voltar para o mar. Durante a primeira perna nadamos boa parte lado a lado com uma competitividade que eu nunca senti antes, ele também estava com sangue nos olhos pra me vencer e ambos nos olhávamos enquanto nadávamos. Saí da água em primeiro e ele em segundo ao final da primeira volta (foto abaixo).
Durante a segunda volta puxei um pouco mais o ritmo e consegui abrir uma vantagem de uns 30-40s. Saí, fiz a transição e aí veio o momento que decidiu a corrida entre nós: quando eu saía da área de transição já correndo, pouco antes de foto abaixo, ele estava chegando da natação e nós nos olhamos novamente e ali ele sabia que tinha perdido e eu sabia que tinha ganhado.
Tinha ainda 6km para correr mas pelas provas anteriores sabíamos que éramos mais ou menos parecidos na corrida. Além disso, durante os retornos eu poderia acompanhar o seu progresso e nunca que eu deixaria ele se aproximar. Assim foi, 6km de muito desconforto porque eu tinha puxado muito forte na natação. Os dois primeiros colocados me ultrapassaram na corrida mas meu adversário ficou na mesma distância atrás de mim.Terminei a prova em terceiro e esta prova me fez muito feliz! Não mudou nada na minha vida, mas foi um objetivo que eu tinha e para o qual eu treinei forte, e a competição foi correspondida ao mesmo nível.
Em julho de 2008 eu e a Tha viajamos para a Europa, fiz uma entrevista de emprego, consegui a vaga e começamos os preparativos para o visto e mudança. A quarta etapa aconteceu no dia do nosso casamento. E a quinta quando eu já estava aqui na Inglaterra. Essa foi a história da minha versão do Iron War!
Cara, dá um jeito e encontra na loja da Virgin, ou baixa, ou sei lá, se vire e acha o filme chamado "American Flyers" com o Kevin Costner.
ResponderExcluirUma resenha do filme você encontra aqui:
http://www.imdb.com/title/tt0088707/
É sobre um fictício tour da Califórnia de Ciclismo, depois da Olimpíada de Los Angeles, no meio da Guerra Fria. E tem uma história de doença terminal do ciclista principal, mas todo esse pano de fundo só pra falar dessa coisa da competição, que é muito comum no ciclismo: o tal do "winning edge", quando você sabe se vai ganhar ou perder de alguém, numa disputa de sprint ou numa subida de montanha. Vale a pena.